Eu estava andando, como quem subia uma rua calçada, e haviam pedras na margem da estrada, ou a estrada estava na margem das pedras, não sei. Ao chegar próximo das pedras, percebi que havian duas pessoas que me conheceram quando fui me aproximando com o violão. Então vi que um deles, o primeiro era meu amigo Léo. Ao me ver, continuaram os dois a conversar. Eu prossegui minha caminhada em direção ás pedras, passei um pouco deles e me assentei logo nas primeiras pedras de trás. Ao me sentar e ajeitar o violão pra tocar, eles me olharam e sorriram, se olharam e levantaram. Eu sorri na hora e também levantei-me. Mas ao ver que eles iam aos poucos parando e conversando, decidi brincar com a situação e falei; vocês não querem me ouvir? ...E foi enquanto eu falava, que ví um buraco feito da rua, onde pedras de calçamento o revestiam por dentro. Aquele buraco aberto e bem calçado. Pensei: - eu poderia entrar nele e sair com facilidade. E foi olhando para aquele lugar e sorrindo e pensando na frase que acabara de dizer, foi que emendei outra frase sorrindo; - se vocês não quizerem me ouvir eu vou tocar nesse buraco ali.. Enquanto eu sorria, eles continuavam a subir com calma em direção a casa, em frente ás pedras no outro lado da rua, um lugar mais alto que a rua. Eu então simplesmente sorri e caminhei também em direção a casa... Lembro de ter visto um jovem fumando um cigarro de pé em uma porta de frente á casa onde forma os dois mas no lado esquerdo da parte de trás. Ele me encarou com seriedade. Eu o cumprimentei e continuei em direção a sacada da casa para onde foram os dois primeiros. Não lembro como foi minha chegada, nem o que acontecia lá dentro. Só lembro que havia algumas meninas lá também. E que ao descer as escadas para ir embora, uma das meninas estava em meus ombros feliz e alegre. Lembro que antes de sair da escada, parei com ela sobre mim, para ler umas escritas em cima da porta da escada no lado de dentro. Lembro que dizia algo assim: - a mudança sempre muda algo certo, e é certo mudar... Lembro de ter visto também estas palavras um dia na minha sala, eu parecia estar acompanhado com a mesma menina, e nos olhos a olhava, e a beijava. Creio que ela seja o meu amor.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Há via
Eu estava andando, como quem subia uma rua calçada, e haviam pedras na margem da estrada, ou a estrada estava na margem das pedras, não sei. Ao chegar próximo das pedras, percebi que havian duas pessoas que me conheceram quando fui me aproximando com o violão. Então vi que um deles, o primeiro era meu amigo Léo. Ao me ver, continuaram os dois a conversar. Eu prossegui minha caminhada em direção ás pedras, passei um pouco deles e me assentei logo nas primeiras pedras de trás. Ao me sentar e ajeitar o violão pra tocar, eles me olharam e sorriram, se olharam e levantaram. Eu sorri na hora e também levantei-me. Mas ao ver que eles iam aos poucos parando e conversando, decidi brincar com a situação e falei; vocês não querem me ouvir? ...E foi enquanto eu falava, que ví um buraco feito da rua, onde pedras de calçamento o revestiam por dentro. Aquele buraco aberto e bem calçado. Pensei: - eu poderia entrar nele e sair com facilidade. E foi olhando para aquele lugar e sorrindo e pensando na frase que acabara de dizer, foi que emendei outra frase sorrindo; - se vocês não quizerem me ouvir eu vou tocar nesse buraco ali.. Enquanto eu sorria, eles continuavam a subir com calma em direção a casa, em frente ás pedras no outro lado da rua, um lugar mais alto que a rua. Eu então simplesmente sorri e caminhei também em direção a casa... Lembro de ter visto um jovem fumando um cigarro de pé em uma porta de frente á casa onde forma os dois mas no lado esquerdo da parte de trás. Ele me encarou com seriedade. Eu o cumprimentei e continuei em direção a sacada da casa para onde foram os dois primeiros. Não lembro como foi minha chegada, nem o que acontecia lá dentro. Só lembro que havia algumas meninas lá também. E que ao descer as escadas para ir embora, uma das meninas estava em meus ombros feliz e alegre. Lembro que antes de sair da escada, parei com ela sobre mim, para ler umas escritas em cima da porta da escada no lado de dentro. Lembro que dizia algo assim: - a mudança sempre muda algo certo, e é certo mudar... Lembro de ter visto também estas palavras um dia na minha sala, eu parecia estar acompanhado com a mesma menina, e nos olhos a olhava, e a beijava. Creio que ela seja o meu amor.
