Não me digas que sou santo,
Nem que sou seu psicólogo.
Seu monólogo.
Seu pivô esquerdo.
Seu braço direito.
Ou seu prazer em deleitar em meu peito.
Sua personalidade traduzida em amor.
Seu encanto encantado.
Ou seu calado tradutor.
Não me digas que sou tolo,
Que de tão tolo não erro.
Que já era a primavera.
Ou que a Vera me roubou de ti.
Não faça juras, nem promessas.
Não quero mais suas curas, nem compressas de seu bolo.
O amor pode ser lindo.
Tão lindo quanto a flor.
Ou como o chão.
Desde suas pétalas até suas formigas,
Até suas raízes sujas com vermes e minhocas, ou até como o tolo com loucuras, cantigas e poesias que falam de sua cor.
Ah, o amor. Como se fosse fácil amar,
Sem errar.
Sem matar,
A princípio o próprio amor.
(Ismael Alves do Amaral)